Sobrevivente presta depoimento e é transferido do hospital
A irmã de um dos mortos na chacina registrada em um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), no município de Brejo da Madre de Deus, Maria José Soares da Silva, de 34 anos, disse esta manhça que o parente, José Angelino Soares da Silva, 43, não é integrante do movimento. Segundo ela, o irmão era pedreiro e havia sido contratado pelo MST para construir casas no local.
A dona de casa, que aguarda a liberação do corpo no Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru, disse ainda que José ficava no assentamento durante toda a semana e só tinha folga nos finais de semana. O sepultamento do pedreiro será realizado no distritito de Lajes, onde a família mora.
Na chacina foram assassinados: Natalício Gomes da Silva, 36 anos, Juarez Cesário da Silva, 20, um rapaz identificado apenas por Dedé, Olímpio Cosme Gonçalves e João Pereira da Silva, 39 anos, líder do assentamento Chico Mendes. Todos foram mortos a tiros na chacina. O crime aconteceu no início da noite de ontem na fazenda Garrote, no distrito de São Domingos, município de Brejo da Madre de Deus, distante 164 quilômetros do Recife. Os corpos das vítimas estão sendo periciados no Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru e devem ser liberados para sepultamento a partir do meio dia de hoje.
De acordo com informações repassadas pelo movimento, há cerca de um mês os sem-terra do assentamento Chico Mendes estavam construindo dez casas de alvenaria. Ontem, enquanto trabalhavam na obra, dois homens chegaram numa moto e anunciaram um assalto. No entanto, nada foi roubado.
Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR, com informações da repórter Ana Paula Neiva
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